A esferovite que encolhe
A esferovite é, em termos químicos, o poliestireno expandido (EPS); este é um plástico celular e rígido com varias formas e aplicações, e que apresenta-se como uma espuma leve e rígida constituída por um conjunto de pequenas esferas recheadas de ar.
A esferovite dissolve-se, em poucos segundos porque a acetona enfraquece as ligações entre as suas moléculas e liberta todo o ar que está no interior das “bolhas” de esferovite. Uma vez que quase 98% do volume da esferovite é ocupado por ar, ela sofre uma redução drástica do seu volume.
A acetona dissolve o poliestireno (esferovite) devido à sua polaridade moderada ou baixa (em comparação com substâncias como a água e o etanol), o que a torna um solvente versátil, capaz de dissolver tanto algumas substâncias polares como apolares, como é o caso da esferovite, que é essencialmente apolar.
O resíduo da esferovite é uma pasta pastosa inicialmente e, depois de seco fica duro e deve ser deitado no ecoponto amarelo pois é um plástico reciclável.
A esferovite é isenta de CFC’s e é integralmente e repetidamente reciclável.
A "destruição" da esferovite faz-se devido à sua dissolução química usando acetona pura. Este processo não é uma degradação química, mas uma dissolução física, onde o ar (que compõe cerca de 98% do volume) é libertado e, o poliestireno se condensa numa massa plástica.
O termo “esferovite” era uma marca de poliestireno expandido que se transformou num nome corrente de um material.
As propriedades isolantes e mecânicas da esferovite permitem a sua utilização para os mais diversos fins como, por exemplo, no isolamento térmico de paredes duplas, fachadas, pisos e coberturas; no revestimento de eletrodomésticos, brinquedos e outros objetos e no acondicionamento de alimentos.







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